Renault Clio Williams – Ele pode te surpreender!

O Clio Williams existe graças ao piloto de Fórmula 1, Nigel Mansell? Não é bem assim, mas ele tem uma pequena colaboração para este feito. Após Mansell ser campeão mundial pela equipe Williams de Formula 1 em 1993, a Renault teve a brilhante idéia de fabricar uma versão apimentada do já existente Clio 16v em homenagem à esta vitória. O carro de F1 da Williams, pilotado por Mansell, utilizava o motor RS3C/RS4 V10 de 750cv da Renault, no chassi FW14B Williams.

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O Renault Clio começou a ser fabricado no início da década de 90, na categoria supermini car. Foi sucessor do famoso Renault 5, que deixara de ser fabricado em larga escala, com produção transferida para a Eslovênia, como produto de menor custo.

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Mas falando de Clio. O modelo Williams começou a ser fabricado e vendido mesmo em 1994, e a receita desenvolvida para ele foi interessantíssima! Com apenas 1.010kg de peso e velocidade final de 215km/h, o Clio Williams era um Hot Pocket de verdade. Vale ressaltar que a equipe Williams de F1 não teve qualquer envolvimento no desenvolvimento do carro, tudo foi feito pela RenaultSport.

A R.S. utilizou nada menos do que o  F7R. Um 2.0 litro 16 válvulas de 150cv e 18,5kgf.m de torque e injeção multi-ponto, corte em 6500rpm. Derivado do motor F7P 1.8 16v de 135cv e 16,5kgf.m de torque que equipava o Renault 19 16s, o F7R tinha válvulas maiores, comandos de válvula mais agressivos (ainda duplos no cabeçote, DOHC), pistões mais largos (82,7 mm, em comparação aos 82 mm do F7P), maior curso (93 mm, em comparação aos 83,5 mm do F7P) e até um radiador de óleo, além de escapamento completamente redimensionado, incluindo o coletor.

O F7R também recebeu um upgrade no câmbio e ao invés de utilizar o JB3 do F7P, ele recebeu o JC5-014, que tinha um conjunto mais “parrudo” e um tanto especial no sentido de relação de marchas:

1st: 3.091
2nd: 1.864
3rd: 1.321
4th: 1.029
5th: 0.794
Final Drive: 4.067

O hatch fazia de 0-100km/h em 7.8s, muito mais rápido que boa parte de carros mais modernos.

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O F7R tinha tanto potencial, que foi muito utilizado em outros modelos de competição pela Renault. Um deles foi no rally: Clio Williams Maxi, com o F7R preparado pela Sodemo Moteurs, combinado com um câmbio Sadev sequencial de 7 marchas ou manual de 6. Outro no BTCC: o Renault Laguna que competia também utilizou o F7R, só que com muito mais pimenta, ele desenvolvia 320cv naturalmente aspirado, também preparado pela Sodemo.

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O plano da Renault era limitar a fabricação do Williams em apenas 400 unidades. Com seu inconfundível azul “449 Sports Blue” e placas de identificação com o número de fabricação, o “Willy” foi um sucesso de vendas e o estoque se esgotou quase que instantaneamente ao lançamento.

Mesmo contrariando os donos do então exclusivo Clio Williams, limitado a apenas 400 unidades no projeto inicial, a Renault decidiu fabricar mais um lote do modelo com mais 400 unidades, denominados de Clio Williams 2. Obviamente, o “segundo lote” se esgotou rapidamente, e já eram 800 modelos vendidos. Para a revolta total dos donos dos primeiros 400 e talvez dos demais, a Renault declarou a fabricação de um último lote do Willy, agora denominado Clio Williams 3. Mas desta vez, com uma pequena diferença. O modelo foi lançado com um tom de azul diferente, um pouco mais claro que os anteriores, porém não deixaram de equipar o Willy com lendário jogo de rodas Gold Speedline raio 15 polegadas, calçadas com pneus Michelin MXV3 185/55.

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Até hoje o Clio Williams “arranca” sorrisos de quem o guia. Mesmo com um projeto de certa idade, o hatch mostra-se à altura dos atuais esportivos de mesma categoria. Além de uma beleza única, o Willy tem um conjunto muito bem desenvolvido, principalmente se analisarmos o desempenho que ele tinha (e ainda tem).

 

 

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